Un Attimo Prima

Un Attimo Prima

U N A T T IMO
P R I MA
” l o  n e l  p e n s i e r  m i  f i n g o ; o v e  p e r  p o c o
I l  c o r  n o n  s i  s p a u r a . “
G . L e o p a r d i

L ‘ a r t i s t a  c i  o f f r e  u n ‘  i s t a n t a n e a  e t e r e a
d e l l a  l u c e , c r e a n d o p o e t i c h e  c o m p o ­s i zi o n i  c r o m a t i c h e . N e l r a p p o r t o  c h e  r e g o l a  l ‘ u o m o  a l  m o n d o   s e n s i b i l e  d e l l e  c o s e , l a  l u c e  è  s e n z a   ombra d i d u b b i o l a c h i a v e d i l e t t u r a p i ù
p e r c e t t i b i l e .
E s s a c a m b i a c o s t a n t e m e n t e ; c a m b i a a s e c o n d a d e l l e l a t i t u d i n i , i n b a s e a l l e o r e d e l g i o r n o , i n t e r a g i s c e
c o n l ‘ a m b i e n t e c i r c o s t a n t e , s i r i f r a n g e s u l m o n d o r i v e l a n d o n e t u t t e l e a c c e s s i b i l i v e r i t à . U n a t t i m o p r i m a è q u a l c o s a , u n a t t i m o d o p o è q u a l c o s ‘ a l t r o .
E n r i c o I n g e n i t o s o t t r a e q u e l l ‘ a t t i m o a l l o s g u a r d o u m a n o , s e n e a p p r o p r i a e c e n e r e s t i t u i s c e u n a v i s i o n e a s s o ­ l u t a m e n t e p e r s o n a l e . L u i s a c h e i l
s e n s o d e l m o n d o è n e l l a n a t u r a e s e n z a l a p r e s u n z i o n e d i v o l e r l a
c o r r o m p e r e , l a i n d a g a e l a d i p i n g e .
R i v e r b e r i d i l u c e s i a l t e r n a n o a
s p r a z z i d i c o l o r e . L a f o g l i a d i v e n t a f o r m a , l a f o r m a d i v e n t a l u c e , l a l u c e d i v i e n e c o l o r e .
N o n è u n r a p p o r t o t r a s o g g e t t o
e o g g e t t o , u n a r m o n i a p l a t o n i c a f r a r e g o l a r i t à d e l c o s m o e l ‘ a n i m a
d e l l ‘ u o m o , m a è q u a l c o s a d i m o l t o p i ù
v a s t o : u n a c o n d i z i o n e d i b e a t i t u d i n e
i n a s s o c i a z i o n e a d u n
i n a u g u r a l e p e r c o r s o i n t r o s p e t t i v o .

M a l u n g i d a v o l e r e s s e r e q u a l c o s a d i
m e r a m e n t e s p i r i t u a l e e m e t a f i s i c o , l e o p e r e d i E n r i c o I n g e n i t o s o n o c o n c r e ­ t e , o c c u p a n o u n o s p a z i o n e l m o n d o
s e n s i b i l e e d i c o n s e g u e n z a h a n n o u n p e s o p s i c o l o g i c o s p e c i f i c o . L a r e a l t à n o n s i f a p i t t u r a m a b e n s ì l a p i t t u r a s i f a c o n c r e t a m e n t e r e a l t à . C o m e u n p o e t a s e n z a t e m p o , l ‘ a r t i s t a c i l a s c i a i n t e r a g i r e e g i o c a r e c o n l a s u a s e n s i ­b-i l i t à . C i m e t t e a d i s p o s i z i o n e u n a
p r o s p e t t i v a i n t e n s a c o a d i u v a t a d a ll ‘ a n i m o s e n s i b i l e d i g u a r d a .


U n ‘ a t t i m o p r i m a , i n e f f e t t i , è l a d e s ­ c r i z i o n e e s a t t i s s i m a d e l l a s e n s i b i l i t à d e l l ‘ a r t i s t a , è u n a p o e s i a r a c c o n t a t a p e r i m m a g i n i ; u n a m o r e p u r o e
s i n c e ­ r o , u n a b o c c a t a d ‘ a r i a c o m e
l ‘ a l b a o l t r e l a s i e p e .

 

N A P O L I , 4 M A R Z O 2 0 2 2
MA SSI M I L IA N O MA GL I ON E

Sogno Mediterraneo 2020
Contemplazione 2022

ll Dramma, l’Eroe.

Governato da una composizione sapiente, tutto il lavoro dell’artista manifesta nella sua molteplicità di dimensioni un racconto storicamente indelebile, di quelle che possono essere situazioni popolarmente oggettive ma che comunque abbracciano l’intimità di ogni individuo.
Tecnicamente strutturate da sovrapposizioni di immagini, collage e sperimentazioni innovative, le opere di Luca Andra Garibaldi si prestano ad un ampio esame sulla genericità storico-sociale contemporanea, distillando un essenziale storica veridicità.
Nella ricerca verticale di nuove forme e soggetti l’artista riscopre con la poesia del colore nuove sfumature narrative, uno degli esempi vertice di questa considerazione sono riscontrabili nell’opera “La Luna” dove la tinta monocromatica (che oscilla tra un blu ceruleo ad un blu cadetto) accoglie caldamente l’inglobarsi e il sommarsi delle foto, che descrivono minuziosamente il tema dell’allunaggio, unico nel suo complesso, diventa poetico ed avvincente nella visione del Garibaldi. L’artista si fa carico dell’arduo compito di sintetizzare nel dettaglio – ma con semplicità – il susseguirsi di eventi, azioni, richiami al passato, ricordi d’infanzia; esaminando anche la sessualità, l’urbanistica, il gioco.
Miscela il sacro al profano mostrando una visione sapiente della materia che conoscendone le infinite possibilità di linguaggio, restituisce lavori mai banali e di forte personalità, mantenendo una verticale coerenza stilistica seppur difformi tra loro.

Palazzo Venezia, Napoli